Quem procura vinho tinto sem álcool nacional encontra quatro marcas com várias opções e muitas avaliações: Vinoh, Despido, Aurora e Permito, todas do Rio Grande do Sul. Elas não fazem o mesmo vinho. A Despido trabalha com a uva Bordô, a do vinho de mesa. A Vinoh aposta em Cabernet e Merlot, com uma linha em carvalho. A Aurora tem o Cabernet mais bem avaliado. E a Permito vai do suave ao seco. Este comparativo usa os dados do catálogo de vinhos zero álcool, em outubro de 2026.
Vinho tinto sem álcool nacional: como as marcas se comparam?
A tabela resume os tintos de cada uma, com as notas do site, que somam avaliações de usuários e de compradores das lojas parceiras. Não é uma degustação da equipe.
| Marca | Uvas dos tintos | Estilos | Notas dos tintos (avaliações) | Menor preço em outubro de 2026 |
|---|---|---|---|---|
| Despido | Bordô | seco, meio seco e suave | de 4,1 (68) a 4,6 (43) | cerca de R$ 50 |
| Vinoh | Cabernet Sauvignon e Merlot | seco, suave e linha em carvalho | de 4,1 (14) a 4,7 (19) | de R$ 71 a R$ 129 |
| Aurora | Cabernet Sauvignon | seco e suave | 4,8 (14) e 4,2 (13) | cerca de R$ 60 |
| Permito | Merlot e uvas americanas | seco e suave | 4,5 (12) e 4,5 (4) | de R$ 54 a R$ 80 |
Somadas, as quatro respondem por doze dos dezenove tintos com avaliação no catálogo. A Despido é a mais avaliada em volume: os três rótulos somam 164 opiniões. A Vinoh é a de maior variedade, com cinco tintos avaliados. A Aurora tem a nota mais alta. E a Permito tem o único do grupo com 0,0% confirmado.
Despido: o sabor do vinho de mesa
A Despido faz tintos de Bordô, uva americana que dá o gosto do vinho de garrafão e do suco de uva brasileiro: fruta intensa, lembrando uva fresca. São três versões, da mais doce à mais seca, todas por cerca de R$ 50.
O Despido Tinto Suave tem a melhor nota da linha, 4,6 em 43 avaliações. O Bordô Meio Seco tem 4,5 em 53. O Bordô Seco, o mais estruturado e, segundo o fabricante, zero açúcar, é o mais avaliado, com 4,1 em 68.
O padrão das notas ensina alguma coisa: quanto mais doce, melhor a avaliação. O sabor da Bordô combina com açúcar, e a versão seca agrada um público mais específico. Os três entram no catálogo como "até 0,5%".
Para quem é: quem gosta de suco de uva integral e de vinho de mesa, e quem quer gastar pouco para experimentar.
Vinoh: as uvas finas e o carvalho
A Vinoh trabalha com uvas viníferas da Serra Gaúcha e tem duas linhas de tinto. A Select é a de entrada: o Select Cabernet, seco, tem 4,3 em 37 avaliações, e o Select Merlot, 4,1 em 14. Há também um corte suave de Merlot e Cabernet.
A linha OAK é a premium, com passagem por barricas de carvalho. O OAK Merlot tem a melhor nota da marca, 4,7 em 19 avaliações, e o OAK Cabernet Sauvignon, 4,2 em 31. A madeira devolve ao vinho parte da estrutura que o álcool levava, e é o que mais aproxima um tinto zero de um tinto tradicional encorpado.
O preço acompanha: os Select custavam perto de R$ 88, e os OAK, perto de R$ 129. Os tintos da Vinoh entram como "até 0,5%".
Para quem é: quem bebia Cabernet e Merlot secos e quer o perfil mais próximo do vinho fino.
Aurora: o Cabernet mais bem avaliado
A Aurora é a maior cooperativa vinícola do Brasil, segundo a própria vinícola, e tem dois tintos zero álcool de Cabernet Sauvignon. O Aurora Cabernet Sauvignon Desalcoolizado, seco e sem adição de açúcar, tem 4,8 em 14 avaliações, a nota mais alta entre os tintos do catálogo com dez opiniões ou mais, empatada com a de um importado. O Aurora Tinto Suave tem 4,2 em 13.
Aqui o padrão se inverte em relação à Despido: o seco é o preferido. E o preço chama atenção, cerca de R$ 60, entre os mais baixos da categoria.
Uma observação sobre o teor: a descrição do fabricante fala em 0,0%, mas o catálogo ainda não tem essa confirmação registrada, e por isso o rótulo aparece como "até 0,5%". Vale conferir a garrafa.
Para quem é: quem quer um tinto seco de uva fina sem pagar o preço das linhas premium.
Permito: do casual ao seco
A Permito tem duas linhas. A Gran Veritas traz o Merlot seco, com 4,5 em 12 avaliações, por cerca de R$ 80. A Casual é a do dia a dia: o Casual Tinto Suave, de uvas americanas, tem 4,5 em quatro avaliações, custava a partir de R$ 54 e é o único tinto das quatro marcas com 0,0% confirmado.
Segundo o fabricante, o Casual passa por fermentação completa e tem o álcool retirado por osmose reversa a frio.
Para quem é: quem precisa de 0,0% em um tinto nacional, e quem quer um Merlot seco em faixa intermediária de preço.
E as outras opções nacionais?
Há mais nomes fora das quatro. A Luiz Argenta, de Flores da Cunha, faz o Syrah desalcoolizado da linha L.A. Zero, com 0,0% e nota 4,2 em 12 avaliações, na faixa de R$ 110 a R$ 140. O catálogo lista ainda rótulos de outras vinícolas, a maioria sem avaliações por enquanto.
Todos passam pelo mesmo processo de base: o vinho é feito normalmente e depois desalcoolizado. A regra geral, o Decreto nº 12.709/2025, classifica como não alcoólica a bebida com menos de 0,5% de álcool. Os métodos estão em vinho desalcoolizado: o que é.
Na prática: qual garrafa abrir
Imagine que você quer levar um tinto zero álcool nacional para três situações do mês e não quer errar em nenhuma.
- Almoço de família, com gente que não tem hábito de vinho: Despido Suave ou Meio Seco. O sabor de uva agrada a todos e o preço permite levar duas garrafas.
- Jantar com amigos que gostam de vinho: Aurora Cabernet Sauvignon, pelo equilíbrio entre nota e preço, ou Vinoh OAK Merlot, se a ocasião pede algo especial.
- Convidado que não pode consumir nenhum álcool: Permito Casual Tinto Suave ou Luiz Argenta Syrah, os dois com 0,0% confirmado.
Sirva todos um pouco mais frescos que um tinto comum, com meia hora de geladeira. E, depois de provar, registre a sua nota na página da bebida. A seleção geral, incluindo importados, está em vinho tinto zero álcool: os mais bem avaliados.











